
O que vi, gostei de ver e, sobretudo, fez-me pensar. Entidades tão diferentes como sejam, uma autarquia, no caso a de Lisboa, e duas comunidades religiosas, com um passado e um presente por vezes algo conturbado, juntaram-se e resolveram olhar-se olhos nos olhos, procurando celebrar, não o que os tem dividido, mas sobretudo o que podem – devem e precisam – ter como comum. E tudo isto, testemunhado por muitas outras formas de encarar a vida, do oriente ao ocidente.
Hoje de manhã, passei ali pela “Ginjinha” do Rossio e ao olhar em volta, o que me veio à memória foi que estava no mesmo local onde, em 19 de Abril de 1506 se iniciou o massacre que vitimou cerca de quatro mil judeus.
Mas também, aqui no mesmo Largo, chamado de S. Domingos, hoje, ao olhar em volta, o que se respirava era um outro tempo. Como disse o autarca, com este “acto de memória” o que se pretende é que este local passe a constituir “um símbolo de tolerância e fraternidade, de aceitação da diferença e de encontro entre todos os cidadãos, independentemente das suas convicções religiosas, políticas ou pessoais”.
E, valha a verdade, não é nada pouco.
Imagem pedida emprestada aqui
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